Prefeitura integra força-tarefa para proteção da Mata Atlântica

A Prefeitura de Porto Seguro, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, é uma dos integrantes da força-tarefa criada junto com o objetivo de identificar as áreas onde ocorreu desmatamento de Mata Atlântica no último ano. Após o levantamento, os responsáveis serão punidos, respondendo civil e criminalmente pela destruição. A decisão foi tomada durante reunião no final de maio em Porto Seguro, com a presença do secretário estadual de Meio Ambiente, Geraldo Reis, além de representantes de órgãos estaduais e federais e das prefeituras da Costa do Descobrimento.

“Pela importância histórica e ambiental desse ecossistema, é fundamental e urgente que façamos um levantamento desse passivo, criando uma política de integração entre os diversos órgãos para punir os responsáveis e evitar que novos desmatamentos aconteçam”, diz o secretário municipal de meio ambiente, Bené Gouveia. Além da Prefeitura de Porto Seguro, Cabrália e Belmonte, integram ainda a força tarefa, o Ministério Público Estadual e Federal, Cippa, Polícia Federal, Ibama, ICMBio, além de ONGs e representantes da sociedade civil.

Em relação ao levantamento divulgado pelo Instituto SOS Mata Atlântica sobre a supressão de florestas na Costa do Descobrimento, Bené ressalta dados repassados pela coordenadora regional do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Raquel Mendes. “De acordo com esses dados, dos 856 hectares suprimidos no município, 631 ficam dentro do Parque Histórico Monte Pascoal, uma área sob a responsabilidade do Governo Federal”, salienta o secretário.

Segundo ele, a proteção de mais de 90% das áreas que o atlas do SOS Mata Atlântica aponta como desmatadas, estão dentro de áreas cuja fiscalização e proteção são da competência de órgãos ligados ao Governo Federal e Governo da Bahia. “Mesmo assim, a Prefeitura de Porto Seguro sempre fez a sua parte, investindo na prevenção e combate a incêndios e desmatamentos, por compreendermos a importância dessas florestas para a vida das pessoas e o equilíbrio ambiental”.

Bené Gouveia critica o atual modelo de ocupação social na região. “Esse modelo que utiliza invasões e incêndios, muitas vezes ligados a grupos políticos e movimentos sociais, é incompatível com a preservação da Mata Atlântica”, avalia.     

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